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RAUMZEIT (2001)
für 4-Kanal-Tonband
Dauer: 6:20

f.p.: 19.12.2001, University of Aveiro - Jornadas Nova Música
o.p.: 20.12.2001, Fundação de Serralves, Porto
        17.01.2002, Folkwang Hochschule Essen
        29.03.2002, Música Viva, Lisbon
        20.06.2002, Apostelkirche, Düsseldorf

Das Schafen eines Raumes ist ohne die Zeit nicht möglich. Die Vorstellung eines Raumes ist ohne die Zeit nicht möglich. Der Klang bewegt sich mit einer bestimmten Geschwindigkeit von einem Ort zu dem anderem. Vorher ein Klang kommt, wie lang er dauert  und wie lang er in unserem Gedächtnis lebt, das sind einige Fragen die ich während dem komponieren des Stückes mich selber gestellt habe, und mit dessen Hilfe ich verschiedener Räume durch verschiedener Geschwindigkeit zu gestalten versuchte.

Gleichzeitig gibt es eine Geschichte eines Klanges. Durch die Zeit die man den Klang darstellt, erhält  der Klang verschiedener Gesichter. Von winzig kleinem Zeitabschnitt - der dem Klang unerkennbar wird und ihm sozusagen neutralisiert - bis zu den größeren Zeiten - die ihm seinen Ursprung und Identität zeigen, gibt es ein Weg der ein Prozess der Enthüllung eines Klanges spiegelt.



  Há um texto que é desmembrado e retirado do seu contexto normal. Passa a haver uma nova semântica que substitui a da linguística e que vive das diferenças de altura, espectro, duração e ritmo, da fonética - do som. A sintaxe é também outra. É a do contraponto entre três grandezas: a densidade ritmica, a intensidade, e o espaço.

O texto passa a ser visto como elemento do qual se vão retirando outros sub-elementos, extraíndo novas consequências deste modo de olhar o objecto. Do original, resta apenas a aura.

Raumzeit (ou Espaço/Tempo) vive de um jogo de aproximação e afastamento de espaços e de tempos. Do tempo do texto que é dado a ouvir e, do espaço que o liga ao tempo, quer na história, quer na própria obra.

Ao nos aproximarmos microscopicamente do som, distanciamo-nos da sua origem e tornamo-lo igual a todos os outros - praticamos, por assim dizer, a neutralização da matéria. Ao nos afastarmos de um som, revelamos a sua origem e diferencia-mo-lo. O espaço e o tempo são simultaneamente os meios e os próprios acontecimentos.